Muitas pessoas ainda se iludem com a ideia de um governo paternalista que as ajuda. É comum essas pessoas perguntarem: se não fosse o estado brasileiro, como os pobres teriam acesso a hospitais e escolas? Mas veremos neste vídeo como a caridade privada é muito melhor e mais eficiente do que depender de esmolas estatais e serviços públicos precários e superfaturados.
O Brasil ficou chocado com a tragédia climática e humanitária que atingiu as cidades mineiras de Juiz de Fora e Ubá, vitimando dezenas e afetando, direta ou indiretamente, milhares de pessoas. Segundo a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, quase 2 mil moradias foram destruídas, deixando mais de 8 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas. Ainda de acordo com a prefeita, além dos 1.993 imóveis afetados, cinco escolas municipais tiveram perda total. Ela ainda afirmou que as famílias que perderam tudo serão as primeiras a receber atendimento, incluindo a participação em programas de habitação do governo federal. E para conquistar o coração do povo atingido, o impopular governo federal prometeu a entrega de novas residências. Jader Filho, ministro das Cidades, confirmou, em visita a Juiz de Fora no dia 28 de fevereiro, que o governo irá subsidiar casas de até 200 mil reais para os atingidos.
Até parece que o governo Lula, taxador como é, se preocupa com essas pessoas. Há várias coisas que podemos questionar: será que essas milhares de famílias que passam dificuldade terão isenção em vários impostos como IPVA ou imposto de renda? Ou será que elas continuarão a ser taxadas sem piedade? Até porque, uma casa de 200 mil reais hoje é um tipo de casa bem pequena e simples, e teremos que ver se o governo não vai demorar muito para construir as novas casas que tanto prometeu. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a gestão da prefeita Margarida tenta, há quase um ano, liberar mais de 21 milhões de reais que foi autorizada a receber do governo federal para realizar obras de contenção de encostas na cidade. Porém, devido a pendências documentais, esse recebimento até hoje não aconteceu. Isso já nos comprova a incompetência das autoridades políticas em fazer os repasses com agilidade e iniciar obras importantes para o povo. É típico de políticos anunciarem ajudas depois que a tragédia acontece, para querer posar de bonzinhos e de competentes, ainda mais em ano eleitoral. Mas antes das chuvas ocorrerem, pouca coisa foi feita, como bem sabemos.
Mas como sempre, são os empresários, tão demonizados pela esquerda, que mais ajudaram. Para começar, Luciano Hang, conhecido popularmente como “Véio da Havan”, doou 1 milhão de reais para as vítimas da tragédia, além do envio de 1.500 edredons e 300 travesseiros. Luciano, que sempre foi difamado e atacado pelos militantes socialistas, mostrou que é mais caridoso e competente que os políticos de esquerda e que os comunistas de Iphone, que nada fazem pelo próximo. Devemos lembrar também que Luciano, como um empresário bem sucedido que é, além de gerar milhares de empregos, ainda paga uma enorme quantidade de impostos para o estado.
Já o famoso deputado federal pelo PL de Minas Gerais, Nikolas Ferreira, que é o um dos políticos conservadores mais famosos do Brasil, se mobilizou e fez uma vaquinha online, arrecadando quase 6 milhões de reais. Nikolas foi nas regiões afetadas para mostrar ao povo o que estava acontecendo. Ele filmou todo o trabalho dos bombeiros, dedicados a salvar as vítimas, e conversou com algumas autoridades para mostrar ao povo o que estava acontecendo. Além da vaquinha, Nikolas cobrou uma resposta mais ágil do governo federal para reconstrução das cidades afetadas. O deputado conservador também está pressionando o Senado pela votação de uma proposta de emenda à Constituição, a PEC 44/2023, que reserva parte das emendas parlamentares para a prevenção e resposta a desastres naturais. Numa publicação em suas redes sociais, Nikolas revelou que a proposta, já apresentada pelo deputado Bibo Nunes (do PL do Rio Grande do Sul), tramita desde 2023 e está parada no Senado desde 2024. Segundo ele, a medida permitiria destinar imediatamente 5% das emendas parlamentares para situações de calamidade pública. Num vídeo em que Nikolas cobrava o presidente do senado, Davi Alcolumbre, ele afirmou que o problema não é a falta de dinheiro, mas sim a falta de vontade dos parlamentares em fazer o que é importante.
O jovem deputado do PL citou também a destruição de casas, prédios e pontes, e ressaltou a necessidade urgente de novos recursos, como maquinário e kits de higiene para os municípios atingidos pelas chuvas. Em suas palavras, a proposta deve ser votada “acima de questões políticas e ideológicas”.
Além de Nikolas e Luciano Hang, outra figura famosa que se prontificou a ajudar as vítimas da tragédia foi o famoso DJ Alok, que doou 9 toneladas de alimentos, água potável e itens de higiene pessoal para as vítimas das chuvas. A carga com todos esses suprimentos foi entregue à ong Ação da Cidadania, e os produtos foram definidos conforme demandas da Defesa Civil e de organizações locais. Segundo o artista, a assistência imediata é a prioridade do instituto que leva o nome dele, em momentos de vulnerabilidade social. Alok afirmou: “A solidariedade é o que nos move e nesses momentos a gente procura contribuir com uma assistência que chegue de forma imediata às famílias que perderam tudo”. E não ficou só por isso. Além do envio de mantimentos importantes, o Instituto Alok articulou uma força-tarefa com a Cufa (Central única das Favelas) e a Wap para fornecer lavadoras de alta pressão, que auxiliarão na limpeza de residências e vias públicas. Paulo Sanford, o CEO da Wap e Waaw by Alok, explicou que o apoio técnico é parte da estratégia. Ele ainda disse: “Não há como ficar indiferente diante de uma tragédia dessas. Nossa missão agora é ser suporte. Estamos doando 25 lavadoras de alta pressão para agilizar a volta das famílias para casa, mas não paramos na entrega: nossa equipe também irá treinar cada voluntário para que o trabalho seja rápido e seguro.”
Fica claro aqui como a caridade privada tem enorme valor, e que são nos momentos mais críticos que empresários e pessoas ricas são as que mais ajudam as vítimas desse tipo de tragédia, muito mais que políticos. É importante lembrar também que a já citada PEC 44/23 foi aprovada pela Câmara dos deputados em dois turnos, em julho de 2024, com ampla maioria dos votos à favor. Só no primeiro turno, foram contabilizados 392 votos favoráveis e 22 contrários; já no segundo turno, 378 favoráveis contra apenas 7 contrários. E desde então o texto dessa proposta segue parado no Senado.
Essa proposta tinha sido apresentada após as fortes chuvas que afetaram várias cidades do Rio Grande do Sul, em 2024. De acordo com o texto que foi aprovado, a União deverá repassar os recursos de forma direta e imediata a estados, Distrito Federal e municípios, sem necessidade de convênio, mesmo que o ente esteja inadimplente com a União – mantida assim a obrigatoriedade da prestação de contas. Além disso, o Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap), criado em 1969 e que continua até hoje sem fonte permanente de recursos, passará a receber dotações do Orçamento da União em valor equivalentes ao das emendas destinadas à área. De acordo com Bibo Nunes, as emendas parlamentares poderão representar cerca de 1,7 bilhão de reais para prevenção de desastres, somando até 8,9 bilhões em recursos voltados a emergências. E para essa PEC começar a valer, ela precisa ser aprovada pelos senadores em dois turnos, com voto favorável da maioria absoluta da Casa.
As tragédias humanitárias, que infelizmente acontecem todo ano e afetam milhares de famílias, seja o desastre ambiental no Rio Grande do Sul em 2024, ou a recente tragédia em Juiz de Fora e Ubá, mostra algo que muitos continuam a ignorar: a solidariedade genuína nasce da liberdade, e não da coerção estatal. Fica claro para nós a superioridade moral da caridade privada, pois ela é resultado de decisões 100% voluntárias de pessoas de bom coração que decidiram ajudar o próximo, sem nenhum tipo de ameaça da força ou da tributação compulsória. Os belos exemplos que Nikolas, Luciano Hang e Alok nos deram com suas ajudas, nos mostram na prática o que os pensadores libertários como Murray Rothbard e Hans Hermann Hoppe já defendiam: sociedades livres possuem uma capacidade extraordinária de cooperação voluntária. E não estamos falando aqui que o Brasil é perfeito e que vivemos num modelo capitalista de livre mercado, pois essa não é nossa realidade. Apesar de todos os impostos, burocracias e dificuldades, e do Brasil ser um local hostil ao empreendedorismo e investimentos privados, ainda assim, a população consegue contornar esses problemas e arrecadar milhões de reais para ajudar pessoas em situação de dificuldade. E se o governo não fosse tão corrupto, ineficiente e burocrático, e parasse de nos taxar como taxa, as pessoas teriam muito mais dinheiro sobrando para doar e ajudar o próximo. E pode ter certeza de que existem muito mais gente de bom coração do que você pensa, e do que nos transparece ao olhar para o noticiário. Também pode ter certeza de que são nos países mais capitalistas onde os atos de caridade mais ocorrem, como nos Estados Unidos. Os americanos são conhecidos como um povo que faz muita filantropia e assistência aos necessitados.
Em última análise, quanto mais espaço houver para a iniciativa privada, para a caridade voluntária e para a cooperação entre indivíduos livres, maiores serão as chances de uma sociedade responder com dignidade, rapidez e verdadeira humanidade diante das crises.
https://www.gazetadopovo.com.br/republica/vaquinha-de-nikolas-ferreira-arrecada-5-7-milhoes-para-vitimas-das-chuvas-em-mg/
https://www.gazetadopovo.com.br/republica/apos-chuvas-em-mg-nikolas-pressiona-senado-a-votar-pec-das-catastrofes/?ref=veja-tambem
https://pleno.news/brasil/politica-nacional/chuvas-nikolas-repassa-r-58-milhoes-recebidos-em-vaquinha.html
https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/03/11/quase-2-mil-moradias-foram-destruidas-pelas-chuvas-em-juiz-de-fora-diz-prefeita.ghtml
https://www.em.com.br/gerais/2026/03/7366993-chuvas-em-mg-alok-doa-9-toneladas-de-suprimentos-para-vitimas.html