Lula ABANDONA Embaixada da Argentina após Milei celebrar fim da DITADURA venezuelana

Você confiaria a segurança da sua casa a um vizinho que se ofende com a verdade? O governo brasileiro decidiu abandonar a proteção da embaixada argentina em Caracas. O motivo? O presidente da Argentina comemorou a queda de um ditador amigo de Lula.

No complexo tabuleiro de xadrez que se tornou a política sul-americana, neste início de 2026, uma jogada mesquinha revelou a verdadeira natureza da diplomacia estatal brasileira. No dia 10 de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores, sob o comando do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, comunicou que deixará a custódia da embaixada da Argentina na Venezuela. Esta decisão, tomada de forma abrupta, não foi motivada por questões logísticas, falta de recursos ou riscos de segurança. A motivação foi puramente ideológica e, pior, baseada em um ressentimento pessoal dos ocupantes do poder em Brasília contra o presidente argentino Javier Milei.

Para entender a gravidade desse ato, precisamos voltar algumas casas. Desde agosto de 2024, o Brasil atuava como o guardião dos interesses argentinos em território venezuelano. Isso aconteceu porque o regime socialista de Caracas, em um de seus habituais surtos autoritários, expulsou o corpo diplomático argentino. Naquela época, a expulsão foi uma represália às críticas feitas por Milei sobre as fraudes eleitorais que mantinham o chavismo no poder. O Brasil, dando uma de moderado, assumiu a responsabilidade de proteger o prédio da embaixada e, teoricamente, os perseguidos políticos que lá se abrigavam.

Contudo, o cenário mudou drasticamente na primeira semana de janeiro deste ano. Uma operação militar cirúrgica realizada pelos Estados Unidos, batizada de "Southern Spear" (Lança do Sul), resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. O evento abalou as estruturas do poder na América Latina. Enquanto o mundo livre respirava aliviado com a remoção de um tirano que esfomeou seu povo, as reações dos líderes de cada país revelaram suas bússolas morais. Javier Milei, fiel aos seus princípios de liberdade, celebrou o ocorrido. Suas palavras foram claras e diretas: "A liberdade avança! Viva a liberdade, carajo!". Ele classificou a captura como uma excelente notícia para a humanidade.

Do outro lado, o governo brasileiro, afundado em sua ideologia jurássica, condenou a ação. Para o Itamaraty e para Lula, a remoção de um ditador sanguinário foi uma "afronta gravíssima à soberania". A nota oficial brasileira parecia mais preocupada com o professor Girafales do inferno do que com o sofrimento real de milhões de venezuelanos. Mas o que realmente azedou o humor no Palácio do Planalto não foi a ação americana em si, mas a exposição feita por Milei. O presidente argentino compartilhou vídeos e mensagens que contrastavam a eficácia da justiça contra tiranos com imagens passadas de Lula trocando afagos e risos com Maduro.

A resposta do Brasil foi a de uma criança mimada que, ao ser contrariada no jogo, pega a bola e vai embora. A decisão de abandonar a embaixada argentina é uma retaliação diplomática. É a utilização da máquina pública e das responsabilidades de estado como ferramenta de vingança política. O governo brasileiro prefere deixar uma representação diplomática vizinha à mercê da instabilidade de Caracas do que manter a postura de um país sério que honra seus compromissos independentemente de desavenças ideológicas.

O episódio torna-se ainda mais vergonhoso quando analisamos a questão dos asilados políticos. A embaixada argentina abrigava seis opositores do regime chavista, ligados à líder María Corina Machado. Durante meses, o governo brasileiro posou de protetor dessas vidas. No entanto, informações recentes, confirmadas em meio a essa crise diplomática, revelam que a maioria desses asilados já não estava no local desde maio de 2025. O governo brasileiro admitiu, de forma constrangedora, que "só tomou conhecimento" da fuga meses depois do fato consumado.

Isso levanta duas hipóteses, e nenhuma delas é favorável à imagem do estado brasileiro. A primeira é a de uma incompetência retumbante. Como é possível que o país responsável pela custódia de um prédio diplomático não saiba que os principais protegidos, que eram o motivo de toda a tensão, haviam saído? A inteligência brasileira falhou a esse ponto? A segunda hipótese é ainda mais sombria: a de uma conivência silenciosa. Será que o governo brasileiro sabia e manteve o silêncio para evitar constrangimentos com o regime de Maduro, ou para usar esses asilados como moeda de troca em algum momento futuro?

De qualquer forma, a nota do Itamaraty tentando encerrar o assunto como se fosse um capítulo virado é um insulto à inteligência. Eles afirmam que o anúncio da saída "põe fim ao drama". Mas o drama real é a constatação de que a diplomacia brasileira não serve a princípios de humanidade ou de proteção mútua, mas sim aos interesses partidários do grupo que ocupa o poder. Ao lavar as mãos e entregar a chave da embaixada — forçando a Argentina a buscar socorro na Itália — o Brasil se diminuiu. Deixou de ser o gigante diplomático para agir como um anão ideológico.

Sob a ótica libertária, este episódio é uma aula prática sobre a natureza dos estados e das relações internacionais. Primeiramente, derruba o mito da "soberania" como um valor absoluto. Quando estatistas falam em soberania, eles raramente se referem à soberania do indivíduo sobre seu corpo e propriedade. Eles falam da soberania do governante sobre seu curral. Lula defende a "soberania" da Venezuela não porque se importa com os venezuelanos, mas porque defende o direito de um estado (e de seus governantes amigos) de fazer o que quiser dentro de suas fronteiras sem interferência externa.

A captura de Maduro pelos EUA, embora seja uma ação de outro estado, rompe com essa lógica de proteção entre burocratas. Ela envia o sinal de que nem mesmo o controle total do aparato estatal garante impunidade eterna. Isso aterroriza governantes que flertam com o autoritarismo. A reação histérica de Brasília e a retaliação contra a Argentina são reflexos desse medo. Eles temem que a moda pegue. Temem que o mundo pare de aceitar a desculpa da "autodeterminação dos povos", usada para tolerar campos de concentração a céu aberto.

Além disso, o caso expõe a fragilidade das promessas estatais de proteção. A Argentina confiou no Brasil para proteger sua embaixada. Havia acordos, tratados, convenções de Viena. Tudo isso virou papel molhado no momento em que o ego do governante brasileiro foi ferido. Isso nos ensina que não existe "direito internacional" ou "garantia diplomática" que sobreviva à vontade política de quem detém o poder momentâneo. A segurança provida por estados é sempre condicional. Hoje eles te protegem, amanhã eles te entregam ou te abandonam, dependendo de como sopra o vento da conveniência política.

A atitude de Milei, ao celebrar a queda do ditador e não se curvar à diplomacia de compadrio, é um sopro de ar fresco na poluída atmosfera política sul-americana. Ele optou pela verdade em vez da mentira diplomática hipócrita que domina a região. Ao fazer isso, aceitou os custos — como o abandono da embaixada pelo Brasil. Mas essa postura moralmente clara é o que diferencia um líder que defende a liberdade de um burocrata que defende o status quo. A Argentina agora busca a Itália para assumir a custódia, mostrando que, no mercado das relações internacionais, sempre há alternativas quando um parceiro se mostra indigno de confiança.

O governo brasileiro, por sua vez, isola-se cada vez mais no lado errado da história. Ao se recusar a reconhecer a legitimidade de ações que derrubam tiranos e ao punir vizinhos democráticos por divergências de opinião, o Brasil de 2026 se alinha com o atraso. Estamos nos tornando os advogados de defesa de regimes falidos, enquanto o resto do mundo avança. A insistência em manter laços com o chavismo, mesmo após a queda de seu líder máximo, mostra que o compromisso ideológico da esquerda brasileira é mais forte do que qualquer pragmatismo ou senso de justiça.

A situação na Venezuela, agora sob uma presidência interina de Delcy Rodríguez, permanece volátil. O regime tenta se reorganizar, e o Brasil, ao invés de usar sua influência para pressionar por uma transição democrática real, prefere gastar energia brigando com a Argentina. É uma inversão total de prioridades. O Itamaraty, que já foi respeitado por sua tradição técnica, hoje atua como um departamento de relações públicas do partido governante. A "política externa altiva e ativa" transformou-se em uma "política externa mesquinha e seletiva".

Para o indivíduo comum, a lição é clara: o Estado não é seu amigo, e muito menos seu protetor confiável. Se governos são capazes de romper acordos de proteção de embaixadas por birra política, o que farão com a proteção da sua propriedade ou da sua liberdade quando isso não lhes for mais conveniente? A segurança jurídica e física provida pelo monopólio estatal é uma ilusão. Ela existe apenas enquanto você não incomoda ou enquanto serve aos propósitos do soberano.

A ruptura diplomática entre Brasil e Argentina não é apenas uma nota de rodapé nos jornais. É um sintoma de um continente dividido entre aqueles que querem virar a página do socialismo empobrecedor e aqueles que se agarram aos seus escombros. O Brasil escolheu os escombros. E, para punir quem escolheu o futuro, decidiu fechar as portas e apagar a luz da representação diplomática vizinha. Uma atitude pequena, de um governo que se apequena a cada dia diante dos fatos históricos.

Enquanto a embaixada argentina em Caracas fica vazia de proteção brasileira, ela se enche de simbolismo. Representa o vazio da diplomacia lulista, que fala em união latino-americana mas pratica a desunião ideológica. Representa o abandono dos valores de liberdade em troca da solidariedade entre companheiros. E, acima de tudo, serve de alerta: no mundo dos estados, a traição é apenas uma questão de oportunidade. Prepare-se, pois tempos de instabilidade exigem mais do que confiança cega em bandeiras e hinos; exigem a consciência de que a única soberania real é a que você exerce sobre sua própria vida.

Referências:

https://veja.abril.com.br/mundo/brasil-avisa-que-deixara-de-representar-diplomacia-da-argentina-na-venezuela/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/06/infografico-ataque-dos-eua-a-venezuela.ghtml