A maior marca da esquerda contemporânea não é a defesa dos oprimidos, mas a habilidade de escolher quais vítimas merecem atenção — e quais podem ser descartadas. Essa é a mentalidade relativista e revolucionária dos comunistas.
Estamos cansados da hipocrisia da esquerda. Sabemos que eles adoram falar mal do capitalismo e dos Estados Unidos, mas, quando ficam ricos, compram suas mansões na terra do Tio Sam, não é, Barroso? E já está um saco ver artistas milionários que vivem recebendo dinheiro público para seus filmes, como o capacho da ditadura petista, o senhor Wagner Moura. Mas a hipocrisia mais nojenta de se ver é a das feministas que vivem berrando por direitos das mulheres, igualdade e empoderamento feminino, mas se calam quando iranianas são cruelmente mortas.
As mulheres do Irã não têm tantos direitos quanto as mulheres ocidentais, e ainda são obrigadas a usar o hijab, aquele tecido sobre a cabeça e parte do corpo. Isso tudo prova que a esquerda vive de narrativas falaciosas e nunca se preocupou com vidas humanas, incluindo as das mulheres. Claro, antes mesmo desse caos se instalar no Irã, já vimos uma baita hipocrisia das feministas quando a corajosa guerreira venezuelana Maria Corina Machado ganhou o Nobel da Paz, e a esquerda odiou a conquista dessa mulher.
Todo professor de esquerda, que só lê autores marxistas e defende até hoje o comunismo do modelo antigo, o soviético, enche a boca quando é para falar da ditadura militar brasileira, aquela que durou da década de 60 até os anos 80. Mas, em relação as ditaduras bem atuais e violentas, como as de Cuba, da Nicarágua, da Venezuela e do Irã, eles se silenciam completamente, e as milhões de vítimas desses regimes nada importam. Isso sem contar a defesa do Hamas feita por inúmeros políticos e membros da esquerda mundial, não só no Brasil, mas em outros países. É difícil até acreditar como ainda há gente que cai nesse conto esquerdista de supostamente defender direitos humanos enquanto defendem várias ditaduras socialistas e opressoras.
(Sugestão de Pausa)
Até pouco tempo atrás, esses mesmos hipócritas chamavam Bolsonaro de fascista e genocida, mas, quando o governo do Irã assassina milhares de manifestantes em poucos dias, eles novamente se calam. Será que vidas humanas importam para a esquerda? Infelizmente, o que eles gostam mesmo é do poder e da mentira. E usam a mentira para tentar destruir a civilização ocidental e tudo o que há de bom no mundo ocidental. Sinceramente, eu, autor deste artigo, nem sei como eles conseguem viver com tanta hipocrisia em suas mentes; é algo bizarro.
Mas vamos lá, precisamos entender um pouco mais da mentalidade esquerdista (se é que isso é possível) e como os adeptos da esquerda, como aqueles estudantes militantes e doutrinados, são tão contraditórios. Sim, essas pessoas abandonaram a lógica, pois, para elas, lógica é algo da burguesia capitalista e opressora. A verdade é que todo esquerdista é um ser sem princípios e valores, que relativiza tudo — eles não acreditam em verdades universais. Os idiotas úteis, como professores universitários, estudantes de faculdade que pouco estudam e artistas milionários que têm casa nos Estados Unidos, são apenas marionetes. Quando chegar a hora de serem descartados, eles o serão.
É importante saber também que o progressismo atual não é tão diferente do antigo marxismo de Engels e Marx. A base da mentalidade revolucionária é a mesma, o anticristianismo também é o mesmo, e o ódio aos empreendedores e à instituição da família continua igual. O que eles querem, ou melhor, o que seus mestres e controladores querem, é o poder absoluto no Estado, ou seja, uma ditadura totalitária como a de Cuba: todo mundo na miséria e sem direitos humanos, enquanto a elite estatal e seus bajuladores nadam no dinheiro. É por isso que o esquerdista pobre é um idiota útil, um ser tolo e manipulado que não entende que é apenas gado pronto para ser abatido quando chegar o momento.
Isso explica a gritante hipocrisia e a falta de lógica nas narrativas e discursos da esquerda. As pautas e discursos usados em cada momento só são úteis de acordo com os objetivos do momento, objetivos esses que podem mudar. Querem um exemplo? Eles vivem defendendo que ladrões de celular e outros criminosos sejam soltos ou, em alguns casos, como estupradores, passem por um processo de ressocialização.
(Sugestão de Pausa)
Mas, quando se trata de pais, mães, famílias e até idosas que estavam se manifestando no dia 8 de janeiro de 2023 apenas com bandeiras do Brasil e até com a Bíblia na mão, eles defendem prisão e condenação a 17 anos atrás das grades. Faz sentido? É óbvio que não. Muitos esquerdistas estão tão bitolados pelas próprias ideias que nem sequer conseguem perceber a própria hipocrisia. Podemos lembrar de como jornalistas e políticos de esquerda vivem reclamando de feminicídio e do aumento da violência contra a mulher, mas, se você perguntar a eles o que é uma mulher, eles não sabem responder.
O indivíduo de esquerda acredita fortemente que a civilização ocidental não tem méritos nem pontos positivos e é constantemente doutrinado a acreditar que todo e qualquer guerrilheiro ou criminoso antiamericano que combata a cultura ocidental é um “indivíduo do bem”. É por isso que a esquerda tolera tantos islamistas e imigrantes radicais praticando crimes na Europa contra inocentes. Em resumo, o progressista está pouco se lixando para os direitos humanos e para os grupos minoritários que diz defender.
O que ele quer defender mesmo é qualquer tipo de regime tirânico que esteja contra a civilização ocidental e que ataque nossa cultura e modo de vida, sobretudo se atacar o cristianismo. Assim, entendemos por que é impossível ser cristão e comunista ao mesmo tempo. A verdade é que, desde Antonio Gramsci, o famoso intelectual italiano que tentou readaptar a guerra de classes, ficou claro que a melhor forma de destruir a civilização ocidental é atacar seu núcleo: a família e o cristianismo.
O governo do Irã, que é um governo teocrático e extremamente autoritário, está cometendo um verdadeiro democídio, algo que hoje podemos ver graças à internet da Starlink. Esse termo foi criado pelo cientista político americano R. J. Rummel e significa o assassinato de um povo pelo seu próprio governo. É diferente de genocídio, que implica a eliminação de uma etnia específica. O que a teocracia do Irã tem feito é destruir a vida de todo e qualquer opositor político, independentemente do grupo étnico ou cultural a que pertença. E é aqui que a hipocrisia da esquerda chega ao seu auge.
(Sugestão de Pausa)
Quando Wagner Moura ganhou o prêmio de melhor ator, logo resolveu militar e falar sobre a antiga ditadura militar, usando essa narrativa para acusar Bolsonaro de fascista. Enquanto esse atorzinho milionário discursava, centenas ou milhares de iranianos estavam sendo oprimidos e mortos, e sobre esse regime criminoso e desumano Wagner Moura se calou completamente. Mas é isso: não existe esquerdista bonzinho, e a maioria se vende com o intuito de viver como empresário capitalista. É raro ver um petista que o seja por pura convicção. Não é novidade que o que molda a mentalidade esquerdista no Brasil e no mundo é a intolerância e a demonização dos adversários e de qualquer um que ouse discordar. Hoje em dia, se uma mulher feminista ousar dizer uma verdade biológica — que só existem dois sexos, masculino e feminino —, será perseguida pela comunidade trans. E, se o Ocidente não mudar, não fizer uma guinada à direita, o que acontece hoje no Irã pode se tornar uma triste realidade no Brasil nos próximos anos. Tudo em nome da democracia, é claro.
Para se ter uma noção da brutalidade do governo do Irã, aqui vai um dado: em uma semana, o governo criminoso dos aiatolás, super aliado do PT e de Lula, matou 30 vezes mais do que a ditadura militar brasileira em seus 20 anos de existência. A grande diferença é que os insensíveis guardas islâmicos mataram milhares de inocentes desarmados, cujos corpos foram empilhados em lugares como o necrotério de Kahrizak, onde famílias desesperadas vasculham sacos de cadáveres à procura de seus filhos, maridos e esposas.
Para piorar, há muita coisa no atual regime iraniano que se parece com o “Brasil do amor” sob o governo Lula. O governo brasileiro é bastante corrupto e criminaliza qualquer dissidência, buscando censurar e perseguir pessoas, além de promover julgamentos farsescos. Agora que o Brasil está piorando economicamente e a crise vai se agravar, estamos perto de um iminente colapso econômico, o que pode piorar muito a nossa situação. No Irã, o governo controla as eleições; aqui no Brasil também — eles só não admitem isso, pois quem questiona qualquer coisa vira fascista em dois segundos. Outro problema comum aos dois países é um povo completamente desarmado e vulnerável. É muito fácil controlar e oprimir um povo desarmado, e, no Brasil, nunca houve real facilidade para comprar armas legalmente e a preços acessíveis ao brasileiro médio.
Para piorar, como já falamos, a esquerda tem uma mentalidade revolucionária e desumana: vidas pouco importam, apenas o poder pelo poder, desde que tudo seja sustentado por uma boa narrativa. Com isso, fica claro que temos uma grande chance de chegar ao ponto em que chegou o Irã, algo realmente apavorante. Que Deus tenha misericórdia do Brasil, porque, com mais de 16 anos de PT, ninguém merece tanto sofrimento. Da esquerda, não espere nada — apenas novas hipocrisias sem fim. Marxistas e progressistas pouco se importam com a realidade; desde que sejam sustentados pelos pais ou pelo dinheiro público, o que importa é a narrativa do momento.
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