Por que as empresas brasileiras estão se instalando no Paraguai?

Quem diria que um marxista com péssimas ideias e que admirava a União Soviética, o famoso Fernando Haddad, seria um péssimo ministro da economia? Tudo está cada vez mais caro, a inflação parece estar mais alta do que nos dizem e a taxa de juros está nas alturas. Mas por que o Paraguai tem sido o melhor destino para brasileiros?

O Paraguai, nosso pequeno vizinho que não tem tantos recursos naturais e tem uma população bem menor que a nossa, está dando um show em termos de atração de investimentos. Muitas empresas que antes operavam no Brasil, como a Lupo, agora estão se instalando nesse pequeno país em rápido crescimento. O setor têxtil tem sido um dos mais representativos nesse processo de migração para o nosso vizinho da América Latina. Segundo Fernando Pimentel, que é diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), cerca de 35% das aproximadamente 200 empresas brasileiras que levaram parte da produção ao Paraguai, pertencem a esse setor. Entre essas empresas, as que mais se destacam pelo seu tamanho e importância são a Altenburg, Karsten e Lupo, marcas muito famosas no Brasil. O setor têxtil é muito competitivo e, segundo Pimentel, esse deslocamento é: “um movimento mais defensivo com relação às condições internas, e menos um movimento de esgotamento do espaço para produzir no Brasil”.

Sabemos que o Paraguai é conhecido por ter uma carga tributária menor para empresas, e muitas pessoas que vivem no Brasil preferem comprar lá e trazer os produtos para cá. Além disso, outros fatores que têm pesado para as empresas que decidem se instalar lá são a energia elétrica, que é bem mais barata, e os encargos trabalhistas menores. Tudo isso são características de países mais desenvolvidos economicamente; ou seja, eles não oneram muito as empresas e facilitam a contratação e demissão de funcionários.

Além disso, houve uma importante lei criada na década de 90, a Lei Maquila, que foi muito importante para atrair empresas para o Paraguai. Essa lei permitiu a importação de máquinas, matéria-prima e insumos com zero de impostos, desde que a produção seja destinada à exportação. Nesses casos, a empresa paga apenas 1% sobre o valor agregado. Ano passado, o governo do Paraguai ampliou o alcance do programa para acrescentar novos incentivos específicos à produção e montagem de equipamentos eletrônicos e digitais, além de estabelecer prazo inicial de 20 anos para os benefícios, com possibilidade de renovação. Além desse regime especial de exportação, o Paraguai também adota o chamado modelo “triplo10”: 10% de IVA, 10% de imposto de renda empresarial e 10% de imposto de renda da pessoa física.

Vamos fazer uma breve comparação! No Brasil, os impostos corporativos equivalem a mais ou menos 34% sobre o lucro e mais tributos sobre consumo, entre eles o ICMS, PIS, Cofins e IPI. No Paraguai, eles cobram apenas 10% de imposto de renda empresarial (ou 1% no regime de Maquila) + IVA de 10%.

Com relação ao custo da energia elétrica, no Brasil, a energia industrial é cara e sujeita a bandeiras. Já no Paraguai, ela chega a ser entre 40% a 60% mais barata do que aqui. E com relação aos encargos trabalhistas, no Brasil, eles abrangem cerca de 80% sobre o salário. No Paraguai, é de cerca de 35% a 40%, com legislação mais flexível. Esses dados todos têm como fonte o Instituto Brasileiro de Planejamento de Tributação (IBPT).

Além disso, alguns especialistas especulam que a coisa pode até piorar. Isso porque o custo Brasil pode ampliar a fuga da indústria nacional para o Paraguai, após um recente acordo entre Mercosul e União Europeia. Esse acordo, que foi assinado em janeiro deste ano, precisa ser ratificado pelos países-membros. E caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, poderá influenciar bastante as decisões industriais nos próximos anos. Com um possível sucesso nesse acordo, a União Europeia se tornará um importante destino estratégico para exportações do bloco. A capacidade do nosso país de aproveitar essa abertura vai depender da competitividade interna que temos aqui.

Existe um entrave para esse acordo, segundo Fernando Pimentel. Para ele, o problema está no nosso ambiente doméstico. Em suas palavras: “Fatores como taxa de juros, custos de infraestrutura e a própria estrutura trabalhista vão empilhando despesas e dificultando a concorrência em um mercado tão disputado.” Dessa forma, caso o custo Brasil continue tão elevado, nos próximos anos, empresas podem intensificar a reorganização das cadeias produtivas dentro do Mercosul, usando o Paraguai como base exportadora. Esse tema, inclusive, já está presente na pré-campanha presidencial de 2026. Num recente encontro com investidores em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro disse que o Brasil tem hoje “o melhor ministro da Fazenda do Paraguai”, fazendo um claro deboche ao fracassado Fernando Haddad, do PT. A grande questão é saber se o Brasil vai conseguir diminuir e até acabar com seus próprios entraves estruturais, antes que a migração produtiva deixe de ser defensiva e se consolide como uma tendência permanente.

Esse caso do Paraguai nos revela que, numa economia industrial e globalizada, o país não precisa ser grande e rico para se desenvolver economicamente e atrair investimento externo. Ele só precisa facilitar o ambiente de negócio e oferecer segurança jurídica. Por isso mesmo que outros países muito pequenos, como a Suíça, Dinamarca e Singapura, são considerados ricos e têm uma alta renda per capita. Já fizemos um vídeo sobre o rápido enriquecimento da região de Hong Kong, uma pequena ilha que já foi propriedade do império Britânico e que, na época, ninguém levava a sério por se tratar de uma região pequena e com poucos recursos naturais. Hoje, Hong Kong é com certeza um dos locais mais prósperos do mundo. Recomendamos que assistam ao vídeo: A economia de HONG KONG: o rápido ENRIQUECIMENTO, aqui no nosso canal. O link está na descrição.

Tudo isso também nos prova que o caso da pequena ilha de Cuba não tem a ver com o embargo americano. O regime cubano pode até não ter uma boa relação com o governo americano, de fato, mas se os cubanos quiserem praticar comércio com outros países do mundo, eles podem. Mas o que acontece? Como Cuba está submetida a uma ditadura socialista que planeja centralmente a economia e impede o investimento estrangeiro, nenhum empresário do mundo tem coragem de levar seus negócios para lá. A qualquer momento, o governo pode decidir simplesmente nacionalizar uma empresa privada e o dono da empresa não ficará com nada. Não existe segurança jurídica na ilha cubana e nenhum tipo de respeito à propriedade privada, e é por isso que o comunismo está sempre condenado ao fracasso, e precisam sempre de ajuda de outros países que têm um mercado mais aberto e mais robusto.

A triste verdade é que o Brasil está há décadas estagnado porque somos governados por políticos de esquerda que só pensam em aumentar impostos e sufocar o mercado com regras e leis idiotas, isolando nosso país do mundo desenvolvido. O nosso país tem dimensão continental, tem muitos recursos naturais e uma ótima localização geográfica; mesmo assim, toda década é uma década perdida e não saímos do lugar. As ideias econômicas impostas ao Brasil sempre foram ruins, desde quando isso aqui virou uma República. Podemos lembrar do fascista Getúlio Vargas, que foi um centralizador e nacionalista, que decidiu priorizar o protagonismo estatal, em detrimento de maior abertura econômica externa. Tanto Vargas quanto seus sucessores, no regime militar, criaram várias empresas estatais consideradas estratégicas. Basta lembrar que foi Vargas quem fundou a Petrobrás, criou a Companhia Siderúrgica Nacional e também criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, além da CLT. Ao longo do século XX, todo o cenário estatizante e socialista foi montado no decorrer de vários governos diferentes. Nesse período, políticos mantiveram as mesmas políticas econômicas e apenas deram continuidade ou fizeram reformas tímidas. Muitas dessas ideias e políticas varguistas continuaram no período pós-regime militar com a dita redemocratização. E sob governos eleitos por voto popular, sobretudo os do PT, o foco foi em gasto público e políticas intervencionistas para estimular setores considerados estratégicos. Ainda assim, os altos impostos, o excesso de burocracia e a insegurança jurídica sempre foram grandes entraves ao desenvolvimento econômico brasileiro. Para piorar, nunca houve uma modernização do sistema educacional para acompanhar as demandas reais do mercado de trabalho. Durante certo tempo, os cursos técnicos foram sendo deixados de lado para um maior investimento e protagonismo das universidades, num país que pouco se desenvolveu. Por isso, tivemos o famoso fenômeno do "engenheiro Uber", afinal, uma economia falida não consegue absorver muitas pessoas altamente capacitadas. Uma geração inteira virou universitária e teve seu diploma, mas a qualidade de vida só piorou e muitos ficaram desempregados.

Em resumo, o Brasil sempre foi um país hostil ao investimento privado e ao empreendedorismo. O plano aqui foi criar uma população dependente de políticas públicas e pobre, que vê o estado como pai e grande salvador. Os beneficiários desse sistema são poderosos corporativistas e lobistas que se unem a políticos para conseguir sua reserva de mercado e dificultar a concorrência.

Enfim, não dá para esperar muita coisa de um povo que possui uma mentalidade anticapitalista e que não foi ensinado a ser soberano e empreendedor. O Brasil tem um potencial gigante e tem um papel importante na América Latina, mas todo esse potencial tem sido minado pelos ideais socialistas e marxistas. A doutrinação anticapitalista e marxista começa na escola e continua nas universidades, que formam novos jornalistas, advogados e professores que vão continuar propagando essas ideias velhas – e esse é hoje o maior problema do Brasil: a crença na mentira. Por isso, a internet tem papel fundamental no crescimento da direita e da insatisfação do povo com o modelo vigente. Ela tem ajudado na transmissão do conhecimento, e muitos começaram a se libertar das mentiras propagadas pelos esquerdistas. Estamos numa guerra informacional, uma guerra ideológica e também espiritual, e é essa guerra que vai impactar o futuro do nosso país.

O Brasil tem futuro, e podemos transformar essa nação num local muito mais desenvolvido e justo. Como já dizia o famoso empresário brasileiro, Barão de Mauá: “O Brasil não precisa de protecionismo, precisa de liberdade.” E é isso que precisamos ensinar às novas gerações: a riqueza se constrói num ambiente de liberdade econômica! Talvez, daqui a algumas décadas, competiremos diretamente com a economia americana, caso o povo acorde do populismo barato de esquerda e de suas ideias revanchistas e divisivas. Afinal, o capitalismo é o melhor mecanismo de desenvolvimento social e superação da miséria.

Referências:

https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/industria-brasileira-cruza-fronteira-paraguai-menos-impostos/

Visão Libertária - A economia de HONG KONG: o rápido ENRIQUECIMENTO:
https://youtu.be/Em5PSK0vMzE