Após um longo período de intensa pressão, o COPOM decide finalmente abaixar a taxa SELIC. Enquanto o governo pressiona por juros mais baixos para ‘estimular a economia’, poucos estão falando sobre o efeito colateral disso que pode provocar o aumento do endividamento das famílias. Você pode não perceber agora, mas decisões sobre a taxa de juros tomadas hoje podem definir se você vai conseguir pagar suas contas daqui a alguns meses.
Não é de hoje que o Lula e seus aliados do PT pressionam o Banco Central a reduzir a taxa de juros. Desde o início de seu mandato, ainda quando Campos Neto estava no encargo, havia uma enorme pressão para reduzir os juros com aquela velha desculpa de "estimular a economia" para "reduzir o desemprego e a pobreza".
Porém, essa visão sobre a economia não poderia estar mais longe da realidade. Como já vimos em diversos exemplos, toda vez que a taxa de juros é reduzida e a expansão da base monetária é realizada, isso leva, por conseguinte, ao aumento da inflação. Isso faz com que o custo de vida aumente cada vez mais. E acaba levando milhões à destituição financeira, por não conseguirem cumprir com suas dívidas e deveres financeiros. Ou seja, o oposto do que é proposto por políticas populistas.
Devemos também nos lembrar de que esta medida é similar às políticas populistas feitas pela Dilma Rousseff antes do estouro da crise do Petrolão. Na época, para tentar conter a crise monetária que o país enfrentava, o governo federal começou a pressionar o Banco Central para abaixar a taxa de juros. Como resultado, a taxa passou de 11% no começo do mandato da petista para 7% em meados de 2013.
Essa verdadeira guerra aos bancos e outras instituições financeiras causou a elevação do endividamento público, que, combinado com a crise de 2014, resultou em um grande salto do endividamento público. Pouco tempo depois o que aconteceu foi o impeachment de Dilma, em 2016, já que o país estava afundado numa crise que não parecia ter fim.
(Sugestão de Pausa)
A grande diferença de paradigmas entre a crise anterior e a atual foi o fator Jair Bolsonaro. Antes de seu mandato, o sistema de governança do Banco Central possuía pouca autonomia frente ao poder executivo, o que levou à rápida queda na SELIC e à piora no quadro monetário à época.
Durante o governo do ex-presidente Bolsonaro, foi implementada a autonomia do Banco Central — um modelo já adotado por diversos países com economias mais abertas, justamente para reduzir os efeitos de políticas excessivamente intervencionistas. Com essa mudança, o Banco Central passou a ter maior independência para decidir se reduziria ou não a taxa de juros, e em qual magnitude. Essa autonomia tem gerado atritos com o presidente Lula, que já manifestou críticas públicas à condução da política monetária.
Embora o mercado já previsse cortes na taxa Selic, mantida em níveis elevados em meio ao aumento dos gastos públicos, fatores externos acabaram alterando esse cenário. As tensões envolvendo o Irã e a ofensiva militar de Israel e Estados Unidos pressionaram os preços do petróleo, aproximando-os de níveis observados em períodos de crise. Diante desse ambiente mais incerto, o Banco Central adotou uma postura mais cautelosa e optou por uma redução mais moderada da taxa, de apenas 0,25 ponto percentual.
Ainda com a redução, Lula rapidamente se indignou e, em um encontro em São Paulo, deixou claro que os cortes não foram elevados o suficiente. Segundo petista, ele esperava uma redução de pelo menos meio porcento, indiretamente jogando a culpa no Banco Central e declarando que o governo federal está adotando políticas econômicas com foco em gerar empregos e aumentar o salário dos pobres.
(Sugestão de Pausa)
O que não é mencionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém, é que esta foi a primeira redução da Selic desde 2024, quando a taxa voltou a subir em meio ao aumento dos gastos públicos. Além disso, há críticas recorrentes de que gastos estatais não geram empregos com valor agregado sustentável para a economia, nem promovem ganhos reais no poder de compra da população.
Para se ter como exemplo, países como Dinamarca, Suécia, Áustria ou Itália não possuem política de salário mínimo e ainda assim obtiveram aumentos reais no poder de compra de sua população em contraste com o Brasil. Aqui, devido ao constante aumento da base monetária e ao aumento constante dos custos empresariais causados pelo famoso "Custo Brasil", o poder de compra fica estagnado ano após ano.
Ao mesmo tempo em que Lula se entristece e fica indignado perante a redução mínima da Selic, ele aplaude Fernando Haddad pela sua gestão como Ministro da Fazenda. Segundo Lula, Haddad é até o momento o Ministro da Fazenda que teve maior sucesso em garantir estabilidade fiscal e econômica à República, mas será isso verdade?
A realidade, porém, não poderia estar mais longe da propaganda do petista. Quando Lula subiu ao poder, Bolsonaro havia deixado um superávit primário de quase 126 bilhões de reais no final de 2022. Esse número foi o primeiro resultado positivo após oito anos seguidos de déficits e perdas fiscais, causadas principalmente pela herança da quebradeira generalizada feita por Dilma.
(Sugestão de Pausa)
Porém, após quase quatro anos de mandato socialista sob governança de Lula, o resultado de 2025 foi um déficit primário de mais de 50 bilhões de reais, pior que o de 2024 e com expectativas de piorar devido à entrada no ano eleitoral.
Entre os maiores encargos do governo, os que podem ser considerados os piores são os gastos com subsídios agrícolas, que ultrapassam 500 bilhões de reais em 2025, e os 944 bilhões de reais gastos ao longo de três anos com o PAC, programa que visa investimentos em infraestrutura, similares aos feitos pelo próprio Lula em seu segundo mandato e por Dilma.
Esta conjuntura de gastos extraordinários, junto a uma previdência social deficitária e quebrada, está levando a uma crise orçamentária insustentável, com alguns estimando que o Real pode entrar em colapso, especialmente se o Banco Central continuar cedendo às pressões constantes de Lula. Isso se deve ao fato de a dívida já ter superado 8 trilhões de reais ao final de 2025, com analistas esperando que, neste ano, ela ultrapasse os 9 trilhões de reais, abarcando quase a totalidade da economia nacional.
O que não entra na cabeça de mentes impregnadas pelo socialismo, como a de Lula, é que a taxa de juros não serve como uma arma de exploração dos bancos contra a população, nem simplesmente como uma ferramenta de lucro. Ela é, na verdade, uma forma de permitir a regulação da economia de uma região evidenciando a taxa de preferência temporal de uma população, influenciando o nível de poupança e investimento na economia. Ou seja, do fato de que as pessoas valorizam mais bens presentes do que bens futuros.
(Sugestão de Pausa)
Quando a taxa de juros está baixa, como já aconteceu diversas vezes, a aquisição de crédito se torna barata, e isso leva imediatamente milhões de pessoas e empresas a tomarem empréstimos para os mais diversos motivos. Em economias modernas, o Banco Central exerce forte influência sobre a taxa de juros, o que pode afetar decisões de crédito e investimento. Algumas correntes econômicas argumentam que juros artificialmente baixos podem gerar distorções e contribuir para crises, como visto em 2008. No entanto, outros fatores — como risco excessivo, falhas institucionais e comportamento dos agentes — também desempenham papel relevante, e crises podem ocorrer mesmo em mercados menos centralizados.
Por isso, meus caros espectadores, devemos entender sempre que nosso dinheiro e nossa liberdade não devem estar nas mãos de ninguém, sejam burocratas em Brasília ou donos de grandes bancos e empresas apadrinhadas pelo governo.
A solução para esse labirinto de problemas causados pelo Estado moderno pode parecer complexa, mas já existe há mais de um século na teoria e há mais de uma década na prática: o libertarianismo e o Bitcoin.
(Sugestão de Pausa)
Portanto, o que devemos fazer é não mais confiar no dinheiro estatal, que se prova cada vez mais instável e desvalorizado, e adotar estilos de vida que incluam o Bitcoin não apenas como um ativo, mas também como uma forma viável de pagamento entre indivíduos e comércios. Afinal, como sabemos, os satoshis são exatamente a moeda mais perigosa para o leviatã estatal, pois, além de não conseguir imprimi-los para aplicar seu imposto inflacionário, também não pode taxá-los. Mas para você se proteger, é preciso estudar sobre os melhores meios de guardar suas criptomoedas como hardware wallets seguras.
Nosso objetivo não é fazer recomendações de investimentos ou falar maiores detalhes sobre como proteger seus ativos em criptomoedas, mas o Bitcoin tem se provado, durante mais de 15 anos, ser o ativo mais seguro e verdadeiramente escasso que o mundo já viu. A nossa grande recomendação, como libertários, é que você não dependa do estado e tire o governo do seu dinheiro e, sempre, busque informação por conta própria e não confie em políticos.
https://www.brasil247.com/economia/lula-critica-corte-de-so-0-25-ponto-na-selic#google_vignette
https://veja.abril.com.br/brasil/lula-solta-palavrao-para-criticar-pequena-reducao-da-selic-pelo-banco-central/
https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-federal-lanca-plano-safra-2025-2026-com-r-516-2-bilhoes-para-impulsionar-o-agro-brasileiro
https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2025/12/com-r-944-8-bilhoes-em-tres-anos-novo-pac-ja-executou-mais-de-70-do-programado-para-o-ciclo-2023-2026
https://www.gazetadopovo.com.br/economia/gastos-acima-1-trilhao-nova-reforma-da-previdencia-comeca-a-ser-desenhada/