Lula AUMENTOU O IMPOSTO sobre CARROS ELÉTRICOS e PAINÉIS SOLARES de 0 pra 35 %

A esquerda adora se pagar de protetora do meio ambiente, da floresta e dos animaizinhos, e apontar o dedo pra direita chamando-nos de poluídores. Mas quando o povo começa a adotar tecnologias limpas, sua primeira atitude é taxar essas tecnologias.

O governo Lula, desde 2024, vem aumentando de forma gradual os impostos de importação sobre carros elétricos e equipamentos de energia solar, que até então gozavam de alíquota zero. Em 2024, o imposto iniciou em 10%, saltando pra 18% em julho do mesmo ano. Em julho de 2025 saltou pra absurdos 25%, e em julho de 2026 deve chegar a assustadores 35%. Sim: justamente tecnologias que, segundo a própria esquerda e o próprio painho, seriam fundamentais para a chamada “transição energética”, passam agora a ser tratadas como qualquer outro bem a ser espremido pela fome por imposto do estado brasileiro. 

A elevação do imposto atinge tanto veículos elétricos quanto painéis solares e outros componentes usados na geração de energia fotovoltaica. A mentira usada como desculpa pra taxar a importação é velha história de sempre: proteger a indústria nacional e estimular a produção interna desses bens. Até porque o mercado tá inundado de marcas brasileiras de veículos elétricos, não é mesmo? E quanto aos painéis solares, até podem ser produzidos no Brasil, mas se estão importando, é porque é mais barato importar que produzir aqui, muito por culpa do próprio estado que encarece tudo nessa terra chamada Brasil. Aí quando o consumidor encontra uma solução mais barata, mais eficiente e menos dependente do estado, o governo corre para “regular”, “corrigir distorções” e, no fim das contas, tributar. Afinal, não existe almoço grátis — exceto para os parasitas de Brasília.

Esse episódio, contudo, é mais do que apenas mais um aumento de imposto. Ele é uma fotografia da contradição do governo Lula e de toda a esquerda brasileira quando o assunto é meio ambiente. Durante anos, a esquerda se autoproclamou a grande guardiã da natureza, a defensora do planeta, a voz moral contra o “capitalismo predatório”. Marcharam com bandeiras verdes, discursaram em fóruns internacionais, apontaram o dedo para produtores rurais, empresários e consumidores comuns. Mas bastou que as pessoas começassem, na prática, a reduzir emissões, gerar a própria energia e diminuir a dependência do sistema estatal para que o discurso mudasse de tom.

Veja o caso da energia solar. Durante algum tempo, painéis solares foram tratados como um símbolo de virtude ambiental. Instalar placas no telhado era visto como um gesto de consciência ecológica, de responsabilidade com o futuro. Só que essa virtude começou a incomodar quando milhares de brasileiros passaram a produzir sua própria energia, reduzir drasticamente a conta de luz e, pior ainda, depender menos das concessionárias e do próprio estado. A partir daí, surgiram as “taxas de uso da rede”, as mudanças regulatórias e, agora, o aumento direto de impostos sobre os equipamentos. O que antes era incentivado como um avanço ambiental, passou a ser visto como um problema, pois torna o cidadão menos dependente, e isso é uma ofensa para o estado.

Com os carros elétricos, a história é a mesma. Durante anos, a esquerda apontou o dedo para o automóvel a combustão como vilão climático, símbolo máximo da poluição urbana. O carro elétrico aparecia como a solução perfeita: silencioso, limpo e moderno. Mas, novamente, quando essa tecnologia começa a se popularizar — ainda que timidamente, dada a renda média do brasileiro — o estado resolve intervir. Importar um veículo elétrico mais barato, produzido em larga escala fora do país, torna-se um pecado econômico. Qual a reação do estado? Imposto, como sempre.

É impossível não enxergar aí uma hipocrisia gritante. Afinal, se o objetivo fosse realmente reduzir emissões de CO₂ e incentivar práticas ambientalmente mais responsáveis, o caminho óbvio seria facilitar — e não dificultar — o acesso a essas tecnologias. Mas não é isso que acontece. Porque, no fundo, o ambientalismo da esquerda nunca foi, de fato, sobre o meio ambiente. Sempre foi sobre poder.

Essa conversa toda de ambientalismo funciona, na prática, como uma poderosa arma política. Serve para criar barreiras de mercado, eliminar concorrentes menores e concentrar ainda mais poder nas mãos de grandes empresas — aquelas que conseguem arcar com os custos absurdos de certificações, relatórios e normas de ESG. Pequenos empreendedores, startups e produtores independentes simplesmente não conseguem cumprir todas essas exigências burocráticas, que nada mais são do que filtros artificiais de mercado. O resultado disso é um mercado com menos concorrência, preços mais altos e consumidores reféns das mesmas empresas de sempre.

No plano internacional, o mecanismo é ainda pior. União Europeia e Estados Unidos utilizam o discurso ambiental como instrumento para travar o desenvolvimento econômico de países subdesenvolvidos. Exigem padrões quase inalcançáveis de produção “verde”, ao mesmo tempo em que protegem seus próprios mercados e subsidiam suas indústrias. Produtos mais baratos, feitos em países como o Brasil, são barrados sob o pretexto de preocupação ambiental. Não se trata de salvar o planeta; trata-se de manter vantagens competitivas.

A hipocrisia fica ainda mais evidente quando olhamos para os dados reais. A Europa adora posar de professora ambiental, exigindo “horrores” das empresas brasileiras para permitir exportações. Mas sua própria matriz energética — ou seja, todo o consumo de energia, incluindo combustíveis de carros e caminhões, gás de cozinha, lenha usada em caldeiras industriais e não apenas a produção de eletricidade — é composta por mais de 41% de petróleo e derivados. No Brasil, esse número gira em torno de 34%. Ou seja, somos estruturalmente mais limpos do que aqueles que nos dão lições.

Quando se trata de produção de energia limpa, o contraste é ainda mais constrangedor para os europeus. Apenas Noruega e Dinamarca — dois países pequenos, com populações reduzidas e demandas energéticas muito menores do que as de um país continental como o Brasil — estão à frente. Todos os demais países europeus ficam atrás do Brasil nesse quesito. Todos. O que significa que, se houvesse alguma coerência nesse discurso moralista, seria o Brasil quem deveria impor exigências ambientais à Europa, e não o contrário. Mas a coerência parece não ter muita importância, ainda mais quando existe no Brasil uma esquerda disposta a comprar o discurso dos políticos e empresários bilionários da Europa e dos Estados Unidos.

Esse padrão de comportamento é típico da esquerda. Pautas não são adotadas por convicção genuína, mas por utilidade política. Hoje é o meio ambiente; ontem foi a pobreza; amanhã será qualquer outra causa emocionalmente mobilizadora. A estratégia deles é sempre a mesma: apropriar-se de um tema legítimo, inflar o discurso moral, criar um clima de urgência e, por fim, usar tudo isso como justificativa para mais controle, regulação e, claro, mais impostos. Quando a pauta deixa de ser útil, ou começa a atrapalhar a arrecadação, ela é descartada sem pensar duas vezes.

Quem ainda acredita que Lula é algum tipo de ambientalista ou amigo da natureza, ou é cego, ou é um idiota. Basta olhar para os recordes de queimadas registrados durante seu governo — algo amplamente noticiado — e, agora, para essa ofensiva direta contra tecnologias que, em tese, ajudariam a reduzir impactos ambientais. Não há como conciliar esses fatos com a imagem de “ambientalista” que parte da esquerda tenta vender. A retórica não resiste à realidade.

Do ponto de vista libertário, não cabe ao governo decidir quais fontes de energia são “boas” ou quais tecnologias devem ser adotadas. Não cabe ao estado forçar transições, impor políticas verdes ou escolher vencedores e perdedores no mercado. Isso é papel da livre iniciativa e da consciência individual. Em uma sociedade de mercado genuinamente livre, soluções eficientes tendem a prevalecer naturalmente.

Aliás, é fácil imaginar o que aconteceria nesse cenário. Se painéis solares fossem completamente livres de impostos e burocracia, milhões de pessoas poderiam produzir sua própria energia. Se carros elétricos fossem acessíveis, sem tarifas absurdas como essa do Lula, seu custo cairia drasticamente. O resultado lógico seria a combinação perfeita: indivíduos carregando seus carros elétricos com energia gerada em casa, reduzindo o custo do abastecimento a praticamente zero. Não por causa de algum decreto estatal, mas por uma escolha racional.

Esse cenário, contudo, é inaceitável para o estado. Porque toda política que parece “benéfica” quando vem do governo esconde, invariavelmente, alguma forma de cobrar mais impostos da população. Se algo reduz a dependência do cidadão em relação ao sistema estatal, cedo ou tarde será alvo de regulação. Não porque seja ruim, mas porque ameaça a arrecadação e o controle.

O aumento do imposto sobre carros elétricos e energia solar não se trata de meio ambiente, mas sim de dinheiro e poder. Trata-se de garantir que nenhuma inovação escape do alcance do estado.

Por isso, é fundamental não esquecer dessa atitude de Lula. Neste ano de 2026, quando chegar a eleição e Lula — ou qualquer outro candidato escolhido pela esquerda — abrir a boca para falar em meio ambiente, essa taxação precisa ser lembrada imediatamente. Precisa ser esfregada na cara do hipócrita. Porque nada desmoraliza mais um discurso do que os próprios atos hipócritas de quem o profere.​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​


Referências:

https://www.folhadoestado.com.br/brasil/governo-lula-eleva-imposto-sobre-carros-eletricos-e-energia-solar-de-0-para-35/631703
https://iclnoticias.com.br/conhecimento/energias-renovaveis-comparacao/#a_uniao_europeia_uma_potencia_em_transicao_energetica_acelerada
https://www.be-the-story.com/pt/ambiente/os-paises-mais-limpos-quem-lidera-nas-energias-renovaveis/